Cazuza - O tempo não para!

Fico preocupado com essa lei de incentivo a cultura do Governo Federal. Resolvi assistir o filme "Cazuza - o tempo não para",  em um cinema não muito bom para esses tipos de filmes (leia-se em "esse" aos filmes nacionais). Notei em primeira instância que a grande maioria era de "HarryPotterianos". nos dirigimos até a sala de exibição do filme. Atraso de 15 minutos. Eramos no máximo 40 pessoas.  A sala era bem mais simples que as convencionais, onde o diferencial de "poltronas stadium" aparecia apenas na vinheta. Depois de monstruosos 35 minutos (1/3 do tempo do filme) de propagandas o filme começa. Sem comentários (comentem aqui hein!!!, é no sentido figurativo da coisa :)). É incrível a gente relembrar esse período tão diferente que dos infinitos anos 80. Fico apenas pensativo pela dificuldade que temos em assistir um filme (independente da nacionalidade). em relaçao a Lei de incentivo a cultura, deveria atingir não só a cama da de cineastas e todo a entidade que produz os filmes. Como houve no filme "Cidade de Deus" que era exibido a R$ 2,00. Muito bom o filme, sobre tudo na atuação do ator Daniel de Oliveira, que incorpora do meio ao fim o Cazuza verdadeiramente... nos jeitos e formas de expressão. Excelente trabalho.

Achei interessante deixar o comentário de Paulo Vilhaça: (www.cinema.art.br)

" Como qualquer pessoa que cresceu na década de 80, fui tremendamente marcado por dois músicos inesquecíveis que tornaram-se famosos naquele período: Cazuza e Renato Russo. Quis o destino (ou os cruéis 'Deuses do Rock') que ambos morressem jovens e vitimados pela mesma doença – deixando um legado que se tornaria cada vez mais conhecido, discutido e admirado. Compreensivelmente, tornaram-se mitos – e, infelizmente, Cazuza – O Tempo Não Pára, cinebiografia do ex-vocalista do Barão Vermelho, raramente consegue enxergar além da lenda e, com isso, frustra aqueles espectadores que esperavam conhecer um pouco mais do homem por trás do poeta. Quando o personagem-título canta, por exemplo,

  Dias sim, dias não                   
                       Eu vou sobrevivendo sem um arranhão             
                   Da caridade de quem me detesta
                 

o que ele está expressando? Quem viveu aquela época e testemunhou os preconceitos que o artista enfrentou por parte da mídia entende um pouco melhor seu lamento, mas o filme jamais aborda questões como esta: de acordo com a visão do longa, Cazuza foi cercado apenas por amor e compreensão – e, assim, sua ironia perde bastante o sentido. "



 Escrito por Rubens às 19h49
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Um Domingo da "solidão aglomerada"

 

Nesse Domingo acordei tarde. Com o intuito de fazer "nada". Depois de umas cervejas na praça Benedito Calixto, e muitas passagens em muitos lugares... durmo até uma hora. Acordo, almoço. Quero aproveitar o tempo "off".  Decido ir assistir "Diarios de Motocicleta". O cinema mais perto fica no Shopping Santa Cruz. Me aprontei e sai de casa umas cinco e meia da tarde. Duas conduções de onibus e um metrô para chegar (na verdade poderia pegar apenas duas, mais é que não estava afim de esperar muito). Passo em frente ao Shopping Interlagos, que por sua vez está lotado de pessoas que não tem grana pra comprar nada... talvez por "osmose" ou falta de lugar para se distrair, ainda frequentam lá. Só vou quando é restritamente necessário. Isso me chateia.

"De Moto pela América do Sul – Diário de Viagem" de Ernesto Che Guevara (origerm do filme e o toque refinado de Walter Salles)

Chego ao metrô jabaquara, e de lá embarco no trem que em 15 minutos (4 estações) me deixará no Metrô Santa Cruz (na verdade o Shopping e o metrô são interligados). Ao sair do trem já noto que respiro ali outros ares, pessoas diferentes, devidamente perfumadas e bem cuidadas. Logo entendo, pelo fato de que na entrada do shopping duas ou três lojas de cosméticos desputão palmo a palmo a atenção feminina. Não conheço muito bem o shopping, então, trato logo de procurar as placas que me informam onde fica o cinema.


Cinema do Shopping Metrô Santa Cruz - muito chique para quem quer ver apenas um filme

Logo encontro: "Cinemas - terceiro piso". Acho interessante as vezes, quando ainda existe vontade para tanto, observar as pessoas... As escadas rolantes ficavam uma bem longe da outra e subiam e desciam estratégicamente bem devagar, para que o cliente vá vendo os produtos. E de uma para a outra, era necessário andar quase a extensão do Shopping inteiro. Acredito que para obrigar que os que ali estavam vissem involuntariamente todas as lojas e promoções. Estratégica formidável. Já  são umas seis e meia da noite, shopping lotado. Eu estava com fome... andei uns poucos metros para encontrar a praça de alimentação, que também estava lotada... de grupos altamente diferentes de adolescentes: Ora com lenços na cabeça, ora com calças apertadas e cabelos "confeccionados" para a última moda. Apenas estava preocupado com o filme, que depois de uma informação, descobri que passaria as nove da noite e terminaria por volta das dez e trinta. Achei muito tarde e em um lugar que poderia estar exibindo o filme... Imediatamente pensei na Av. Paulista. Desci no metrô Consolação depois de uns 20 minutos e fui me dirigindo ao Cine Belas Artes, que fica bem de esquina com a Avenida Consolação.

belas artes (pelo menos como era)
cine belas artes - pelo menos era assim em 1997

Cheguei bem no momento que iria iniciar a seção do filme "Viva Voz" produção brasileira. relutei em entrar, pois o lugar se transformará num antro elitizado, onde cada milimetro era bem iluminado, combinando em alto estilo com as camisetas "Ralph Lauren" dos homens e os vestidos "Tommy Hilfiger" das mulheres, em uma rápida entrada pude notar que em grande parte as pessoas que ali estavão eram essencialmente estudades, acredito que de artes cenicas e cinema. Discutiam sobre a fotografia, trilha sonora, etc., do filme que haviam assistido. Logo, tentei localizar qualquer sujeito amigável (preferencialmente com cara de pobre, para que pudesse sentir-me melhor) que pudesse me informar sobre as exibições nas salas. Existe uma curiosidade interessante do Belas Artes que é o fato das mesmas receberem nomes de personalidades como Aleijadinho, Villa Lobos, Carmem Miranda, Mário de Andrade, Oscar Niemeyer e Candido Portinari. Fiquei entusiasmadissimo em ficar ali, ocupando um espaço da qual minha classe social não pode me proporcionar. Certamente fiquei deslocado, mais feliz por poder dividir os mesmo lugares com as mesmas pessoas que pagam o mesmo preço pela entrada. Só em uma democracia que eles me aturariam por lá, semana que veem, Domingo, com certeza estarei lá novamente e fim de papo.



 Escrito por Rubens às 17h54
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Vinicius e Toquinho - Chega de saudades







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